Dízimo e Oferta

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Teus, ó Senhor, são a grandeza, o poder, a glória, a majestade e o esplendor, pois tudo o que há nos céus e na terra é teu. Teu, ó Senhor, é o reino; tu estás acima de tudo. A riqueza e a honra vêm de ti; tu dominas sobre todas as coisas. Nas tuas mãos estão a força e o poder para exaltar e dar força a todos. Agora, nosso Deus, damos-te graças, e louvamos o teu glorioso nome. “Mas quem sou eu, e quem é o meu povo para que pudéssemos contribuir tão generosamente como fizemos? Tudo vem de ti, e nós apenas te demos o que vem das tuas mãos. I Crônicas 29:11-14 

Como você pode ler no título deste artigo, vou falar sobre um assunto muito polêmico e causador de muitas dúvidas entre os cristãos. Vamos lá…

Dízimo

A palavra dízimo, no dicionário, significa a décima parte de algo. Por isso que o dízimo é o tal dos 10%.

Ao contrário do que muitos pensam, o dízimo é anterior a lei dada a Moíses. Abraão deu dízimo (Genesis 14:17-20) e Jacó faz uma promessa sobre dízimo (Gênesis 28:20-22). Os dois epísódios aconteceram muito antes da lei ser dada a Moisés.

O dízimo tornou-se um mandamento na lei de Deus, pois tinha duas funções básicas: Sustentar o templo e também os sacerdotes que eram descendentes da tribo de Levi. Deus, conhecendo o coração do homem, sabia que precisava garantir isso através de um mandamento.

Mas Romanos 4:10 aponta para o cumprimento da lei em Cristo. Dessa forma o dízimo passa a ser entendido na forma original, conforme dado por Abraão e Jacó, por amor a Deus, sua obra e as necessidades dos irmãos.

Acredito não haver referência no Novo Testamento porque os irmãos (conforme Atos 4) compartilhavam tudo o que tinham (50%) ou vendiam suas coisas e colocavam aos pés dos apóstolos (100%). Dessa forma, não faz sentido a instrução de 10%. Sem contar, que por não haverem templos construídos para cultos, por causa da perseguição, o dízimo perdia sua característica de sustentador das despesas do templo. Em nossos dias, no Brasil, temos templos que precisam ser custeados e os dízimos garantem isso.

Oferta

A oferta não tem valor estipulado e é medida não pelo que se dá, mas pelo que se retêm. Foi o testemunho de Jesus sobre a mulher que depositou duas moedas, enquanto outros deram grandes somas de dinheiro (Marcos 12:41-44).

A oferta é algo voluntário, fruto exclusivamente do amor a Deus e ao próximo. Vai do que cada um propõe no seu coração dar ao Senhor (II Coríntios 9:7).  Na lei de Moisés, haviam diversas ordens e formas de ofertar. Era extremamente proibido ir à presença de Deus sem levar algo como oferta.

Basicamente, a diferença entre dízimo e oferta é que o primeiro é um mandamento, manifesta fidelidade e obediência. Já a oferta é voluntária, demonstra o amor a Deus e ao próximo.

Acontece que Cristo, na dispensação da Graça, elevou o padrão dos dízimos e ofertas. Aquilo que era algo praticamente uma obrigação ou determinação, passou a ser exclusivamente por AMOR.

Em nossos dias, entendendo o amor de Deus expressado grandemente na obra de Cristo na cruz, somos chamados a dizimar e ofertar exclusivamente por amor.

Convido você a voltar lá no topo desse artigo e ler as palavras de Davi, que apesar de estar na dispensação da lei, entendia mais da graça de Deus do que muitos de nós. Você sabia que a oferta pessoal de Davi para o templo, em valores de hoje, daria mais de 60 bilhões? Foi uma oferta pessoal!!! Davi ofertou a Deus, POR AMOR, praticamente tudo que tinha.

Veja bem, não é a oferta de Davi que deve ser parâmetro para nós (muitos pastores usam dessa armadilha), mas sim o AMOR de Davi por Deus. É dessa forma que somos chamados a dizimar e ofertar hoje. Esse foi o padrão que Cristo veio estabelecer … O AMOR! Deus só recebe de quem dá com desprendimento e alegria.

Dito tudo isso, deixa eu te explicar algumas coisas para que você seja LIVRE é possa dar corretamente.

  1. Dízimo e oferta são de Deus

Quando você dízima ou oferta você faz a Deus. Normalmente você faz isso onde você congrega e é legítimo isso. Afinal, é lá que você participa, tem comunhão, houve a Palavra, mas não é uma obrigação. Deus em sua total soberania pode pedir para que você ajude alguém naquele mês com seu dízimo ao invés de dar no templo. Deve ficar bem claro que, se um dia Deus lhe falar isso, certamente não vai faltar no templo e nunca será para uso próprio. Muito cuidado com o exercício da liberdade para que ela não lhe seja um pretexto para pecar.

  1. Nunca faça por obrigação

Ninguém pode lhe obrigar a dizimar ou ofertar. Conheço igrejas que exibem a lista dos dizimistas e algumas vão ao extremo de questionar e cobrar das pessoas se não dão. Essa forma pressiona pessoas a darem por causa do constrangimanto e, na minha opinião, mostra a fraqueza da liderança em confiar que Deus suprirá as necessidades do templo. Na verdade, se não for por amor será vão; vazio.

O Cristão precisa ter o entendimento das necessidades do templo e dos irmãos, pois tem muitas igrejas sérias que ajudam os irmãos mais pobres com cestas básicas, auxílios, remédios e tudo mais. Portanto é preciso ter visão de reino.

  1. O dízimo é o segundo ato.

Como Davi fala no texto, damos a Deus o que vem das mãos Dele mesmo. Portanto, eu dou o dízimo do que Deus já me deu e não para receber mais.

Por isso que não posso barganhar com Deus, dando para receber depois. Afinal, o que estou dando já é de algo que recebi de Deus.

Abra os seus olhos para isso, pois tem muitos pastores safados que usam isso com arma para tirar tudo que você tem.

  1. Tudo é propósito

Deus não faz nada sem propósito. Não é o fato de dizimar e ofertar muito que vai fazer Deus lhe dar riquezas. Se fosse assim não haveria ímpios ricos. No caso dos cristãos, Deus é ainda mais seletivo pois sabe que o dinheiro é a raiz de todos os males. Quando Deus resolve dar riquezas a alguém, nunca será sem propósito, ou seja, simplesmente para que esse alguém tenha uma boa vida acima dos demais. NÃO! Certamente existirá um propósito no reino de Deus para isso.

Portanto, o discurso leviano de alguns pastores de que se você der um determinado valor, fizer uma campanha tal ou sei lá mais o quê, Deus vai lhe “retribuir” é uma tremenda mentira.

A promessa de Deus para todos está em suprir necessidades. Em Mateus 6:33 (“Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas.”), quando Jesus fala das coisas que serão acrescentadas, se olharmos o contexto, fala de comida e vestimenta.

Deus, por amor, nos dá muito mais que isso, mas daí garantir que Deus vai dar é outra totalmente diferente. É isso que muitos pastores por aí fazem em suas campanhas loucas para arrecadarem. Prometer esse tipo de coisa para as pessoas está errado! É leviano!

Imagina uma pessoa que dá tudo numa campanha dessa e depois não recebe aquilo que o pastor promete como sendo de Deus. No mínimo ela ficará frustrada, deixará de crer, e pior, pode achar que Deus não a ama. Deus simplesmente não dá se não tiver propósito. Na verdade, um maluco tá prometendo coisas em nome de Deus sem Ele ter dito nada. Daí se a pessoa não ganha é porque não tem fé, ou seja, a culpa é da pessoa. Entendem o perigo disso???

  1. Deus é dono de tudo

Deus não precisa do nosso dinheiro. Essa questão serve justamente para provar nossa fidelidade e amor por Ele e pelo próximo. Deus conhece o coração do homem e sabe o quanto ele é egoísta. Sabe a grande dificuldade que temos para dividir o que temos, ou mesmo deixar de ter para priorizar o outro. Imagine só se Deus fosse egoísta e não quisesse dar seu filho por nós, não é verdade? Pois é! Deus dá o exemplo em tudo que nos pede.

  1. Não existe barganha

O dinheiro que você dá de dízimo ou oferta já é de Deus quando chega na sua mão. Aliás, todos os 100% são Dele, pois tudo é Dele. É dessa forma que pastores pilantras levam o povo a fazer com Deus, uma troca, ou seja, te dou se o Senhor me der depois. O pior é que o próprio povo, interesseiro e mal intencionado, abre a mão só por causa do retorno. Isso é triste. Por isso que as igrejas desses pilantras estão cheias. Na verdade, o povo amontoa mestres para si segundo suas próprias paixões (II Timóteo 4:3).

  1. Tudo é de Deus

Para fechar, quero lembrar que apesar de só devolvermos 10% do que recebemos, todo o resto também é de Deus e a hora que ele pedir temos que estar prontos a dar. Mesmo que ele não nos peça, temos que ter sabedoria no uso do que fica em nossa mão, de forma a glorificar Deus em tudo.

A realidade é que somos impulsionados ao materialismo, a satisfação do ego e das vontades. Somos ensinados a buscar nossos interesses e não os do Reino, tudo contrário aos ensinos de Jesus. Quem é pobre e passa necessidade em nossos dias são acusados de estarem em pecado segundo o padrão do cristianismo. Afinal, somos filhos do Rei e se Ele é rico temos que ser também. Jó seria um grande pecador em nossos dias. Que NOJO sinto de tudo isso. Deus é reduzido a um garçom que está ali para fazer nossas vontades.

Aqueles que deveriam salvar as pessoas da individualidade, egoísmo e falta de amor, são os que mais às afundam nessa lama. Pastores totalmente egocêntricos, sentados em seus reinos, extorquem o povo para manter suas vidas de luxos com o pretexto de “pregar o evangelho”.

Amado(a) fuja desses lobos travestidos de ovelhas. Busque conhecer Deus e vivam na liberdade que Cristo comprou para você. Entenda que você faz parte de um corpo e tem a obrigação de mantê-lo saudável em todas as suas partes. Tenha em mente que existe um prazer maior em dar do que recebe como disse Jesus. Fazer um bem a alguém vale mais do que todos os tesouros dessa terra.

Paulo fala que aqueles que sustentam a obra de Deus possuem tão excelente ministério (II Corintios 9), mas cuidado, observem bem se o que estão sustentando realmente é obra de Deus.

Lembre-se que “Aquele que supre a semente ao que semeia e o pão ao que come, também lhes suprirá e aumentará a semente e fará crescer os frutos da sua justiça. (2 Coríntios 9:10)”. Poucos entendem essa passagem, mas ela revela um segredo para os que são generosos. Quem tem o hábito de semear, terá suas sementes supridas para semear novamente. Porém, o mais importante é que o que semeia verá crescer seus frutos de justiça, pois só há justiça quando se tem igualdade.

Para haver igualdade, quem tem mais precisa dar ao que tem menos e é para isso que Deus dá mais a alguns, para que façamos como Ele, que sendo dono de tudo, nos fez donos de tudo com Ele apesar de não termos nada.

Paz!

Pr. Luciano Thomé

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Muito bom pastor, é realmente o que o povo precisa saber; pois transformaram a verdade de Deus em mentira, em enganação, em negócio (tipo comércio).Que Deus continue te usando grandemente.
A paz do nosso Senhor Jesus Cristo.

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Que Deus lhe abençoe meu pastor. Palavras sábias. Verdadeiramente vc e um grande homem de Deus. Que Deus te abençoe ricamente.

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Tirou minhas dúvidas, Deus abençoe! É um homem de Deus.

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A minha dúvida é, se o dízimo está no antigo testamento, antes da morte na cruz e o véu rasgado, hoje não vivemos na graça? E se o dizimo é da lei, quem dizima não deveria cumprir todas as outras lei para não ser maldito? E em gálatas 5:4 diz que quem se justifica pela lei na graça decaíste… e agora, viver na lei ou na graça?

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    Olá Gian!

    Se você prestou atenção no artigo vai ver que mostro o dízimo antes da lei. Gênesis, apesar de estar no Antigo Testamento, é anterior a lei. A lei foi dada a partir de Êxodo capítulo 20. Portanto, o dízimo é anterior a lei, ou seja, antes de ter a lei já dava-se o dízimo.

    O que acontece na graça, é que Jesus elevou o padrão do dízimo. O que antes era dado por uma simples obediência a lei, agora deve ser dado por amor como explico no artigo.

    Por isso, em nada adianta dar sem ter vontade no coração em dar. Tá errado em não dar, pois o dízimo sustenta o templo, pastores e irmãos que venham a necessitar. Porém, no meu entender, tá mais errado ainda se não for dado por amor.

    Paz!

    Pr. Luciano Thomé

    Responder

      Pois é, o dizimo está antes da lei, mas o sacrificio de animais, a circuncisão, a poligamia, o guardar o sábado também estão antes da lei! Por que só ensinam que o dizimo está antes da lei? Quem usa deste argumento deve também ensinar e seguir a poligamia, o sacrificio de animais, a circuncisão e o guardar o sábado. Assim haverá total coerencia! Cristo nem os apóstolos ensinaram ou ordenaram o dizimo, isto era exclusivo para Israel e tudo que está antes ou depois da lei de Moisés que se encontram no Velho Testamento também.

      Responder

        Quando falamos do Dízimo anterior a lei é a forma que se é dada, pois na Graça, olhando Atos 4, a equivalência é de 50% (Os que tinha dividiam com quem não tinham) e 100% (Vendiam o que tinham e colocavam o valor aos pés dos apóstolos). Portanto, falar de dízimo num ambiente desse perde o sentido. Naquele tempo, por causa da perseguição, não havia reunião em templos. Porém, hoje tem toda uma estrutura que proporciona as reuniões da igreja e tem custo. O modelo do dízimo é a forma mais justa de aplicação porque é proporcional a renda de cada um. Infelizmente, depende do amor dos cristãos pela obra de Deus nesse tempo onde o amor se esfria cada vez mais e os “cristãos” estão cada vez mais egoístas e interesseiros é complicado.

        Nós ensinamos nossas ovelhas a amar a obra de Deus e ser grato a Ele reconhecendo que tudo que temos vem Dele e damos em gratidão, como era no início com Abraão. Pagamos um preço alto por isso, mas nem todos tem fé para tal.

        Pr. Luciano Thomé

        Responder
jair pedo schuch
19 de agosto de 2015 16:20

Eu só não concordo com o seguinte… me entristece ver pastores andando por aí com vidas de luxo às custas do povo. Claro que não estou generalizando, mas conheço muitas igrejas onde pastores andam em carrões com família, vivendo tudo às custas do povo e muitos dos irmãos não tem nem como se manter.

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GOSTEI MUITO DO ENSINAMENTO, REALMENTE EXISTEM IGREJAS QUE FALAM MUITO DO DÍZIMO E DA AJUDA AO PRÓXIMO, MAS NÃO AGEM CONFORME PREGAM. DEUS ABENÇOE.

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Muito bom mesmo, obrigada pelas informações.
Gosto muito de seus artigos, onde tiro dúvidas e fico mais informada sobre as coisas que dizem respeito a bíblia.
Paz de Cristo Jesus.

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Fico feliz com suas palavras, Pastor. Muitas vezes senti me tentada a entrar nos propósitos e cobranças ensinadas pelo nosso pastor. Hoje tenho consciência que estou no caminho certo, pois tudo e do meu Deus. Obrigada! Que o Senhor continue te abençoando.

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Excelente artigo. Só discordo do entendimento de que o dízimo possa ser usado para beneficiar pessoas ou igreja distintas da que se congrega. Se o dízimo é para sustentar o Templo, na nossa realidade, a Igreja, e o sacerdote, no caso, o pastor, entendo que deve ser entregue onde a pessoa congrega e se alimenta espiritualmente.

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    Oi Nádia!

    Deus é soberano e o dízimo damos a Ele correto? Estou falando de um exceção, justamente para comprovar a soberania de Deus.

    No texto eu digo que se DEUS MANDAR temos que fazer, pois Ele é soberano. Todavia, o dia que Ele pedir isso, certamente não faltará na sua congregação.

    Paz!

    Pr.Luciano Thomé

    Responder

Parabéns!!! Aprendi muito. Perfeito, ótimo ensinamento.

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MAURILIO ALVES RODRIGUES PUGAS
21 de abril de 2016 18:13

FUI BATIZADO NA CCB E NÃO DEVOLVE O DÍZIMO E O IRMÃO ELI SORIANO TAMBÉM NÃO E ERA A FORMA DO MEU ENTENDIMENTO POIS ABRAÃO DEVOLVEU O DÍZIMO QUANTAS VEZES E O QUE ERA DEVOLVIDO NÃO ERA NUMERÁRIO, MAS GOSTEI DO TEU ENTENDIMENTO POIS REALMENTE OBEDECE CONFORME 2° COR 9:7 POIS É MELHOR NÃO DEVOLVER DO QUE DEVOLVER COM CORAÇÃO AMARGURADO E TAMBÉM SE VER UM IRMÃO PASSANDO NECESSIDADES É MELHOR AJUDA-LO

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CESAR ALONSO CARRERA
13 de março de 2018 15:52

Hoje, porém, muitos líderes deturpam a palavra de Deus, coagindo os irmãos a contribuírem, não para destinarem tais benefícios aos pobres como fazia a Igreja primitiva, mas para serem sócios majoritários, mantendo um alto padrão de vida com o dinheiro da Igreja doado pelos fiéis, quando o orçamento cai e seus gordos salários começam a baixar, chamam os irmãos de ladrões: É como foram chamados os Sacerdotes da época de Malaquias que roubavam ao Senhor Deus, isso é procedimento cristão? Para finalizar, não sou contra o Dízimo, sou contra sua imposição e má administração, tanto quanto sou contra a Avareza, lógico, é correto e cristão darmos de nossos bens, segundo nossa prosperidade. As “ameaças” feitas aos irmãos nas igrejas, usando fraudulentamente a Palavra, faz as pessoas duvidarem da graça de Deus: achando que Deus só vai gostar delas (serem abençoadas) se derem 10% ou mais dos seus bens… ninguém tem o direito de cobrá-los de ninguém, Jesus não deixou isso como mandamento, tampouco os apóstolos, não há um versículo sequer no novo testamento que aponte para isso!!!
Tudo isso denigre a essência do Evangelho: os dízimos são exigidos, os irmãos são coagidos por medo de serem amaldiçoados, os dízimos são mal administrados (enriquecem os pastores), as pessoas de fora vêem tudo isso e se enojam do Evangelho. Parece um estelionato psicológico o que fazem nas igrejas contra as ovelhas do Senhor e você sabe que não estou errada, Jesus mandaria estes comerciantes embora como fez outrora! …quem sabe um dia…
Que Deus o ilumine e lhe aumente no conhecimento do evangelho genuíno de Jesus Cristo, apesar de suas críticas, eu o compreendo, pois um dia já pensei assim como você, até procurar na própria Palavra se havia razão nas informações que eu recebi.
Transparência na casa de Deus é essencial!

Responder
CESAR ALONSO CARRERA
28 de agosto de 2018 11:25

O PASTOR que não consegue seguir com a OBRA DE DEUS em sua igreja, nos dias atuais, sem A PRATICA DA COBRANÇA DO DÍZIMO. Só tem uma resposta. A Igreja que ele pastoreia, não é do PLANO DE DEUS, e não é da vontade de DEUS, pois se fosse de fato uma CASA DE ORAÇÃO como diz DEUS em sua PALAVRA, DEUS mesmo SUPRE a sua CASA DE ORAÇÃO de todas as NECESSIDADES, pelas OFERTAS DE AMOR de suas próprias OVELHAS. Ao que ganhe mais ELE DEUS coloca no coração OFERTAR MAIS. Ao que ganhe menos ELE DEUS coloca no coração, OFERTAR MENOS. E a ninguém, nem ao que ganha MAIS, e nem ao que ganhe MENOS, e nem a CASA DE ORAÇÃO, faltará coisa alguma. DEUS é o DONO DO OURO E DA PRATA. Alguém DUVIDA disso? Hoje igrejas as atuais igrejas, são abertas aos montões, a cada esquina abre-se uma, mais será que a FINALIDADE é a SALVAÇÃO DAS ALMAS, ou a finalidade é só o LUCRO FÁCIL. MEDITEM NISSO. DEUS não se deixa escarnecer.
Meu email. alonsocarrera@hotmail.com

Responder

A paz do Senhor,
Não concordo com o que foi dito sobre o dízimo.
Voces usaram Romanos 4 para justificar o dízimo, mas esse texto diz que Abraão não foi justificado, considerado justo pelas obras, o que inclui o dízimo (obra); sendo que o próprio texto diz que sem lei não há pecado e que se a salvação for através das obras (dízimo) passa ser dívida, anulando a graça. Deus aboliu a lei das obras, porque ela fazia o homem se tornar escravo por não conseguir obedecer corretamente. O dízimo de Abraão foi voluntário, e por isto não é um mandamento como voces ensinam; o texto de Romanos 4 ainda distingue fé de obras, e o dízimo é obra e o homem é salvo pela fé e não pelas obras. Quando você estabelece um mandamento obrigatório para obras, você esta obedecendo a lei novamente, e a lei nada aperfeiçoou, a lei não salva e só serve para mostrar o pecado; porque onde abundou o pecado através das obras, superabundou a graça, que significa salação gratuita, pela fé independente das obras (Lutero). O texto do NT diz que Abraão pagou o dízimo, mas a palavra pagou no grego também pode ser traduzida como dar. Se o dízimo de Abraão foi voluntário, foi um ato de dar; então ele foi uma contribuição e o Novo Testamento diz que cada um deve contribuir (dar) conforme propuser em seu coração. Respeito o entendimento de vocês, que vocês creem desse jeito e por isto não estão pecando; pois o texto bíblico diz que uns creem que um determinado dia é santo e outros não, mas para o Senhor o faz e assim não estão em pecado; porém se o dízimo for obrigatório, ou houver constrangimento ou for tido como uma lei é estar obedecendo novamente a lei das obras. Hebreus 7 diz que Levi pagou (grego dar) o dízimo na pessoa de Abraão, isto significa a submissão da lei, através de Levi e não esta se instituindo uma lei obrigatória de se dizimar. O que não pode acontecer é o crente não reconhecer que a obra de Deus precisa de dinheiro para pagar despesas, e até o texto de 1 Cor 9 fala da nossa responsabilidade em manter a obra de Deus. Embora o dízimo de Abraão foi voluntário, não era uma dívida (Romanos 4) e a salvação não esta condicionada as obras (dízimo), cada crente deve reconhecer sua obrigação em manter a obra de Deus e não sendo avarento. O Texto de Col 2.14 diz que Cristo cancelou as ordenanças da Lei e se vocês observarem o verso 5 de Malaquias 3, diz que aquele dízimo era para o órfão o estrangeiro e a viúva; desta forma Malaquias estava de referindo ao dízimo mencionado em Levítico, e por isto ao dízimo da lei; e assim estava se referindo a uma ordenança da lei do dízimo descrita em Levítico, e assim em Col 2.14, Cristo cancelou o texto de Malaquias 3, pois era uma referencia a lei; e não podemos usar um texto que foi cancelado por Cristo para sustentar uma doutrina, e por isto não podemos dizer que quem não dá o dízimo é ladrão, pois o texto de Malaquias 3 foi abolido por Cristo. O Novo Testamento só se iniciou com a morte do testador que é Cristo, e assim os dízimos mencionados em Mateus e Lucas não são para igreja, pois a lei ainda estava em vigor, enquanto Cristo viveu.
O problema de muitas igrejas é que se a pessoa não crer na obrigatoriedade dos 10% pode até ser expulso da igreja, e afirmar que a salvação é pelas obras (dízimo) é deturpar a doutrina da salvação gratuita, pelo sangue de Jesus.
Adeus.

Responder

    Irmão, acho que você não leu direito o artigo. Falamos justamente da questão voluntária cujo modelo foi Abraão, sendo o amor a única obrigação.

    Quando relacionamos o texto de Romanos 4:10, é justamente para quebrar a obrigatoriedade como lei (pois p dízimo era obrigado na lei).

    Leia o artigo novamente…

    Graça e Paz!

    Responder

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