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Prólogo + Introdução + Capítulo 1 | LIVRO NOVO

Arrasando o Inferno (Livro Novo)

PRÓLOGO

Imagine que você acordou no meio da noite, mas não está em casa. Na verdade, não está nem debaixo de um teto, mas ao relento. Um vento constante e gélido faz sua pele se arrepiar. A escuridão é quase palpável. O céu está encoberto. Não há estrelas e lua para trazer qualquer iluminação. Então, numa reação automática, você se senta e acaba machucando a mão em algo pontiagudo. Porém, seja o que for, não chega a perfurar a pele. Apenas causa uma dor repentina, daquelas que incomodam muito, mas logo passam.

Confuso, entre pensamentos de ter sido sequestrado ou estar sonhando, você se levanta e pisa em alguma coisa mole e molhada, que lhe faz perder o equilíbrio e cair sentado novamente. O movimento brusco da queda ressalta o que estava ali desde o início, mas que você ainda não tinha percebido, em meio a adrenalina de acordar fora do seu quarto. O cheiro. Horrível e inconfundível fedor de lixo. Azedo e ácido, do tipo que requer esforço para não causar vômito.

Onde estou? Você pensa. E quando seus olhos começam a acostumar-se à escuridão, você se dá conta de que não só tocou num saco de lixo, mas que acordou sobre uma montanha de imundície. Você está sozinho e assustado, numa noite escura, em um aterro sanitário (conhecido como lixão).

Lembre-se disso. Voltaremos aqui, ao fim da leitura.

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INTRODUÇÃO – Importante, Antes de Começar

Antes de começar, tenho algumas coisas relevantes a dizer, de modo que você compreenda meu objetivo ao escrever este livro.

Em todas as minhas obras, repito que apenas o Espírito Santo pode nos ensinar na esfera espiritual, e Ele sempre o faz com base no firme fundamento das Escrituras. Então, como sempre tento fazer, orei e estudei, para que cada letra, frase, parágrafo e página que você vai ler, glorifiquem a Deus, em Jesus Cristo, conforme a revelação bíblica. No entanto, você também precisa do Espírito de Deus para lhe ajudar a entender e lhe revelar tudo o que Ele quiser. Inclusive, sobre o que eu talvez sequer tenha pensado ou escrito diretamente.

Ao ler, tenha em mente que Jesus é a própria Palavra viva de Deus. Portanto, Ele falará ao seu coração da maneira que quiser, conforme o que você precisar, mesmo que eu seja imperfeito em muitas partes do texto. Lembre-se que eu tenho limitações humanas, iguais as suas, pois sou só um pecador salvo pela Graça, em nada diferente de qualquer cristão.

É muito importante também dizer que não pretendo tratar detalhes que atiçam a curiosidade de muitos, como “onde fica o inferno?”, ou “como ele é?”. Na verdade, nosso assunto será infinitamente mais importante e relevante do que isso. Você está prestes a ler sobre como podemos confrontar e vencer o império das trevas agora, nesta vida, em Cristo Jesus. E nessa jornada, tenho certeza que o Senhor falará com você, da mesma forma que o fez comigo, enquanto escrevia.

Repeti aqui o que fiz em meus dois livros temáticos anteriores. Usei minha experiência de escritor de ficção para contar histórias e facilitar o entendimento dos conceitos e aplicações de cada capítulo. Histórias são muito eficazes para ensinar e aprender. Não foi a toa, que mesmo nosso Senhor, em diversas ocasiões, recorreu a elas. Suas parábolas nos ensinam, com simplicidade, verdades espirituais transcendentais. Longe, é claro, de querer me comparar a Cristo, posto que é incomparável, mas certo de ter a ajuda do mesmo Espírito Santo que estava sobre Ele, também usei histórias, esperando melhor me fazer entender.

De jeito nenhum, esta obra tem o objetivo de esgotar o tema ou saciar curiosidades inúteis sobre inferno e demônios. Todavia, de forma direta e objetiva, procurarei conduzir você, sempre alicerçado nas Escrituras, a ser alguém que causa extremo dano ao inferno e a satanás.

De uma coisa estou certo. Por mais que se alardeie isso em quase todos os púlpitos, pouquíssimos cristãos têm arrasado o inferno diariamente, por meio de suas vidas. Pois o caminho bíblico para fazer isso é muito diferente do que se aprende na maioria das igrejas do Brasil e do mundo ocidental. Tenho certeza que você jamais vai esquecer do que está prestes a ler. E é até provável que se surpreenda muito com algumas coisas.

No mais, que Deus, assim como me ensinou enquanto escrevia, também abra seu entendimento, não para o que eu quero dizer, pois sou um ser humano, como você, mas para o que Ele quer lhe ensinar, por meio do que escrevi.

Boa leitura!

No amor dAquele que venceu e tem as chaves da morte e do inferno, Jesus Cristo, nosso Senhor.

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CAPÍTULO 1 – O Inimigo em Comum

É bem conhecido que, apesar das enormes diferenças ideológicas e políticas, Estado Unidos e União Soviética (hoje representada na Rússia) lutaram juntos na segunda guerra mundial.

O capitalismo e o comunismo são tão antagônicos que, após o conflito, instaurou-se uma corrida armamentista e de influência tão dura, que recebeu o nome de guerra fria. A abrangência foi mundial, chegando ao ponto de dividir países em dois, como foi o caso da Alemanha (antes oriental comunista e ocidental capitalista, mas já reunificada) e da Coreia (ainda dividida em sul capitalista e norte comunista).

Mas o que levou duas potências adversárias a lutar lado a lado? Ambos queriam deter o nazismo de Hitler. Ou seja, embora contrários um ao outro, possuíam um inimigo em comum.

Além de Tecnologia e Teologia, também tenho formação em Marketing, onde há um sistema de expressão de linguagem chamado de Gatilhos Mentais. Reciprocidade, autoridade, escassez, emoção e muitos outros estão entre eles. Você os vê o tempo todo, em comerciais de TV (dentistas usam sua autoridade profissional para falar de creme dental) ou quando alguém tenta lhe vender algo (“está acabando” ou “é por tempo limitado”, onde a escassez é utilizada). Sobretudo pela internet, essas técnicas têm sido cada vez mais comuns. Mas simplificando, por nosso assunto não ser esse, os Gatilhos Mentais têm o objetivo de usar os padrões de funcionamento e reação do cérebro humano, de modo a induzir pessoas a, no geral, comprarem ou se interessarem por determinados produtos, serviços, marcas, obras, causas ou até pessoas.

Bom, com isso entendido, já posso lhe dizer que um desses gatilhos é justamente o do Inimigo em Comum. Funciona assim: não importa o quão diferentes e até antagônicas as pessoas sejam. Se for possível identificar e ressaltar indivíduos ou situações, com quem ambas tenham problemas, cria-se uma união contra o oponente em comum. Por exemplo: se preciso vender um curso de inglês, coloco em um comercial na TV ou na internet, alguém que tenha tido algum problema na vida por não falar o idioma. Desta forma, os que assistirem, por mais diferentes que sejam, tanto entre si, quanto do estereótipo da pessoa do comercial, se identificarão como estando do mesmo lado. O lado de quem precisa vencer a barreira de não falar inglês, para atingir algum objetivo, sonho, ou mesmo resolver determinado problema. Mas não é só no mundo empresarial que tais técnicas podem ser usadas. Elas também são eficazes para fazer com que pessoas se engajem em causas, como de uma fundação que busca a cura do câncer, por exemplo. Nesse caso, a doença é o inimigo em comum. Inimigo de todos. Tanto dos que padecem dela, quanto dos que apenas dão apoio, visto que quem não tem um tumor, sabe que não está livre de enfrentar esse problema em si mesmo ou na própria família.

Por que falei sobre tudo isso? Por ser exatamente o que ocorre, quando cristãos identificam o diabo como o inimigo em comum. E é claro que ele realmente o é, sobretudo dos verdadeiros filhos de Deus. Entretanto, isso não significa que todos que falam contra ele, dizendo-se estar ao lado de Cristo e do Evangelho, estejam corretos e concordando entre si no que é essencial. Hitler era um inimigo em comum, mas Estados Unidos e União Soviética, por lutarem contra ele, não se tornaram concordantes em tudo, e muito menos amigos.

Antes que possa parecer, ressalto que, de forma alguma, estou fazendo apologia a divisões entre cristãos, pois todos os verdadeiros nascidos de novo estão do mesmo lado, em Jesus Cristo, e têm comunhão uns com os outros. Mas é tão evidente quanto triste que, atualmente, muito do que se fala e ouve em Nome de Jesus, de muitos que até utilizam a Bíblia, não está de acordo com as verdades fundamentais do Evangelho. Mesmo que algumas verdades sejam apregoadas, outras são omitidas ou distorcidas. O resultado é o cenário atual da igreja cristã no Brasil, enorme em números, poder humano e riqueza, mas muito reduzida em conhecimento das Escrituras e poder de Deus. Milhões e milhões de cristãos professos frequentam igrejas. Mas dentre eles, não são muitos os que realmente entenderam o Evangelho, foram salvos pelo Senhor e evidenciam isso por suas vidas de santidade e amor.

No próximo capítulo, entenderemos o que é o inferno e como ele será abordado nestas páginas. Contudo, precisei começar esclarecendo que arrasá-lo não é, necessariamente, estar em uma igreja ou ministério que fale o tempo todo contra ele, bem como contra satanás, demônios, anticristo, etc. Todos são inimigos comuns do cristão, mas têm sido usados atualmente por pastores muito bem orientados em Marketing, como um gatilho mental para manter pessoas ligadas a suas causas (seus ministérios), ainda que os mesmos não deem o devido valor (ou até contrariem) ao Evangelho das Escrituras, ao tesouro, que é Cristo, e ao propósito principal da existência, que é glorificar a Deus.

Ficou claro que o fato de alguém falar contra o diabo e o inferno (inimigos em comum) não faz necessariamente de tal pessoa um real pregador do Evangelho? Que bom, pois esse era o fundamental objetivo deste breve primeiro capítulo.

Mas qual a diferença entre arrasar o inferno da forma correta e tentar fazê-lo sendo manipulado por retórica, recheada com o gatilho mental do inimigo em comum? Como ter a plena convicção de que em um embate com os mais tenebrosos poderes das trevas, o mal terá que dar um passo atrás, ao deparar-se com você, e não o contrário?

Você receberá as respostas, ao percorrer os capítulos. Contudo, agora, quero responder uma outra pergunta extremamente pertinente. Você sabe o que são as portas do inferno?

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Pr. Raphael Melo

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