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Ouvindo Vozes

Ouvir, escutar e dar ouvidos podem parecer a mesma coisa. Mas só parecem, pois são ações muito diferentes, sobretudo quando se trata de pregações e ensinos em Nome de Jesus.

Ouvir é um processo mecânico e orgânico. Alguém fala e você, se tiver o sentido da audição em funcionamento, ouve. O processo está além da vontade, ou seja, se você não tapar os ouvidos, o som chegará a eles e consequentemente ao seu cérebro. Ouvir sem interpretar corretamente é inútil. Como assistir a uma série filmada em um idioma que você não conhece, sem legendas ou dublagem.

Escutar já é mais do que ouvir. Trata-se de dar atenção para interpretar e compreender o que está sendo dito.

E por último, dar ouvidos é uma expressão que costuma ser usada, na maioria das vezes, para dizer que alguém ouviu, escutou e decidiu tomar uma atitude no sentido do que foi falado. Tal atitude pode ser apenas concordar (se for um conceito filosófico, por exemplo), mas se o que foi dito exige ação (como ocorre em quase toda Bíblia), a pessoa também fará tudo que estiver ao seu alcance para agir.

Já deu para perceber que não vou falar sobre espíritos malignos obsessores fazendo pessoas ouvirem vozes, não é? Meu assunto é infinitamente mais sério que isso, por tratar-se de um perigo muito mais terrível.

Continuemos. Já sabendo do que leu acima, leia a seguinte passagem das Escrituras:

“Sede praticantes da Palavra e não simplesmente ouvintes, iludindo a vós mesmos. Porquanto, se alguém é ouvinte da Palavra e não praticante, é semelhante a um homem que contempla o próprio rosto no espelho; e, depois de admirar a si mesmo, sai e logo se esquece da sua aparência. Porém, a pessoa que observa atentamente a lei perfeita, a lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas praticante zeloso, será muito feliz em tudo o que empreender.” (Tiago 1:22-25)

Percebe que não adianta só ouvir e escutar, ou seja, receber o som nos ouvidos ou ler o que está escrito, dando alguma atenção? Quem faz só isso, é o que Tiago chama de ouvinte, que quando lê a Bíblia ou ouve uma pregação, dá atenção e até contempla o significado das Palavras, mas pouco tempo depois, já esquece o que ouviu ou leu. Essa pessoa ouve e escuta, mas não dá ouvidos ao que Deus diz. Isto é, não pratica e, segundo a o texto, ilude a si mesma.

Precisava pontuar isso. Contudo, quero falar sobre que tipo de vozes temos ouvido. Se for a leitura da Bíblia, vai-se direto a fonte e não há problemas de distorções na voz (pode ser que haja em que lê ou ouve, se quer achar o que deseja e, para isso, distorce os textos). Agora, se é uma pregação, uma aula, um vídeo, um artigo (como este), um livro (como os meus), ou qualquer outro ensino, vindo de alguma pessoa, é de vital importância ter prudência, visto que nem toda voz que diz falar em Nome de Jesus, realmente o faz.

Não importa quem estiver falando ou escrevendo. Você não deve dar ouvidos a quem não fala conforme a Voz das Escrituras. Em outras palavras, se a Bíblia não tem voz em um ensino, não dê ouvidos a ele. Não importa se chover milagres ou se quem está falando tem um grande testemunho ou é conhecido e respeitado. Se as Escrituras são distorcidas ou até ignoradas, e o argumento final é que você precisa dar ouvidos só por acreditar na pessoa que está falando (por mais explicações que a mesma dê), esqueça. Não é da parte do Senhor. É claro que há interpretações teológicas diferentes, dignas de respeito. Não é disso que estou falando, sim de heresias, que distorcem doutrinas fundamentais do Evangelho ou criam doutrinas novas e estranhas, baseadas em algum tipo de especial revelação ou conhecimento.

Relativização e distorção da Palavra de Deus são os males por trás de toda apostasia que vemos espalhada no mundo. E não é só de evangelho da prosperidade e neopentecostalismo que estou falando. Qualquer um que disser ter uma revelação diferente da que está nas Escrituras, acrescentar o que nelas não esteja, retirar algo que escrito está ou distorcer os textos, ainda que seja um anjo do céu, é uma voz a qual você não deve dar ouvidos. Dizer que as Escrituras são incompletas ou imprecisas, no que diz respeito a revelação de Deus a nós, por exemplo, é o mesmo que vender uma semente ungida por R$ 1.000,00.

“Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.” (Gálatas 1:8,9)

Com amor, nAquele que enviou o mesmo Espírito que inspirou as Escrituras para habitar dentro de nós,

Pr. Raphael Melo

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