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Pastor aprovado!

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“Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas; e elas me conhecem; assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas.” João 10:14,15

Para começar, quero deixar bem claro que eu e você somos ovelhas de Jesus, o perfeito e bom pastor.

A igreja por quem Jesus morreu é feita por pessoas que nEle creem e seguem. Jesus não veio construir templos. Ele veio cuidar, tratar, ensinar e salvar pessoas. O que Jesus chamou de templo do Espírito Santo são os corações rendidos a Ele.

Dessa forma a igreja seguiu até o terceiro século, sem templos. Afinal, com a perseguição velada aos cristãos, tudo o que os romanos queriam era um lugar onde todos eles estivessem reunidos com hora marcada para fechar as portas e incendiar o lugar matando todo mundo dentro.

Os templos só começaram a ser construídos depois que Constantino fez do cristianismo a religião oficial de Roma. Portanto, o conceito de templo como temos hoje vem dessa época.

Particularmente, não vejo problema em ter uma estrutura (sem exageros) para receber pessoas. O que me irrita profundamente é toda essa divisão denominacional, essa disputa nojenta pelas pessoas como se fossem um pedaço de carne ou um objeto a ser usado.

Voltando ao texto de João, sendo Jesus o bom e verdadeiro pastor de todos nós, Ele mesmo deixou um modelo de como um pastor humano deve proceder e vamos observar que pouquíssimos tem seguido esse modelo. Convido você a ler todo o capítulo 10 de João para ver num contexto mais aprofundado como devem ser as características de um bom pastor.

No texto que separei, existem duas características que classificam um bom pastor bem ressaltadas por Jesus:

  1. O pastor e sua ovelha precisam ser próximos e Jesus ressaltou que precisa ser da mesma forma que Ele conhecia o Pai (“conheço as minhas ovelhas; e elas me conhecem; assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai”).
  2. Um bom pastor precisa fazer tudo por suas ovelhas. (“e dou a minha vida pelas ovelhas.”)

JESUS ESTÁ FALANDO DE DISCIPULADO, OU MELHOR, FAZER DISCÍPULOS

Em um tempo em que quase não há investimento das igrejas em discipulado sério (fraternal e financeiro); onde rebanhos passaram a representar cifras monetárias e campos eclesiásticos foram transformados em “herança da família do pastor”; a pessoa do evangelista foi sendo transfigurada em um mero pedinte de ofertas nos programas de TV. Desenvolveu-se um discipulado relâmpago que pretende produzir “crentes com mãos abertas para sustentar necessidades e projetos fora das perspectivas de contexto humano do Reino de Deus.

Essa maneira de produzir novos discípulos com foco no aumento das contribuições e sem a devida atenção e cuidados da igreja local tem gerado cristãos de araque, barganhistas espirituais de terceira e um grande colegiado de Judas Iscariotes. Contrariando a alguns, discipulado não tem tempo determinado para acabar, é contínuo como missão institucional da igreja cristã e ininterrupto na relação pessoal de cada salvo com o Cristo Salvador. Um discípulo é ensinado de perto, acompanhado pelo que o ensina até que ele aprenda a andar sozinho e da forma correta.

Você tem uma relação como essa com o seu pastor? Ele é alguém que você pode contar para tudo e a qualquer hora?

Essa é a grande questão que vemos em nossos dias, pastores preocupados com tudo menos com as ovelhas.

Templos abertos em todo o Brasil, programa de TV nacional e internacional, cruzadas, eventos, festividades, etc, tudo feito com o propósito de ganhar almas. Só que quando às ganham, não cuidam ou colocam outros para cuidar.

Tem ovelha que vê seu pastor mais na TV do que na própria igreja. Homens inacessíveis com seu tempo tomado de compromissos e pouco sobra para sentar com uma ovelha e ouvir o que ela tem a dizer.

O ministério de um pastor é cuidar de pessoas. Fazer discípulos! Discipular toma tempo e isso esses “pastores” não tem.

Paz!

Pr. Luciano Thomé

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  • Nossa, perfeito. Seus textos tem me edificado muito… Deus te use mais. Abraços.. Paz

    Responder
  • JOSE RENATO CABRAL DA SILVA
    18 de novembro de 2015 09:14

    Concordo em parte com o seu artigo pastor, pois faltou o senhor falar sobre o “CIRCO” em que os templos tem se transformado, onde se assiste a espetáculos glamorosos com a fachada de adorar a Deus, mas o que se vê são pessoas se auto promovendo, se tachando de Apóstolos, Bispos e tantas outras coisas e os membros pra não se ,verem abandonados a própria sorte tem que suportar e tem que pagar para obter bençãos e vantagens espirituais.

    Responder
    • Pois é José Renato, mas se fosse relatar toda nojeira e absurdos que acontecem por aí, eu teria que escrever um livro e não um artigo.

      Paz!

      Pr. Luciano Thomé

      Responder
  • O pastor está correto nas suas palavras. Seu comentário é bem oportuno para esse momento em que está vivendo a igreja.

    Responder
  • Sentar com uma ovelha e ouvir o que ela tem a dizer. Amém. Pois onde só um fala é complicado.

    Responder

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